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POEMA A CAISSA[1] (Inspirado no poema inglês Caíssa[2] de Sir William Jones, 1763)
Uma Dríade assim tão suave, Uma pluma que pelos morros levitava, Um sonho, uma paixão que a todos provocava, Uma mulher diferente, um ser encantador,
Um sorriso e um modo que envolvia A todos com Seu ar perturbador. Uma fêmea que em tempo frio Impregnava de suores o lençol do Trácio.
Uma Ninfa a perseguir leve e inocente A selvagem gazela no trotar macio, Com a graça e beleza, que admirava a gente Que tal dádiva vivesse no Oriente.
O seu “não” era um “talvez...”, Talvez, o seu “quem sabe”, fosse um não. O seu “sim” era o tal sorriso, Que a fazia parecer de um anjo encarnação.
Mas rejeitava solene o himeneu, E a um guerreiro apaixonado prometeu Que seu coração a ninguém jamais seria dado! Dito e feito. Disso nunca arrependeu.
Por sobre as pedras e areias dos vales e montanhas, A sua beleza e nome, em fama, se alastraram. Muitos homens secavam por carinhos Seus, Enquanto outros por Seus beijos suspiravam.
Até que um dia, na olímpica Assembléia Venerada, Por justa indicação de Marte e Zeus, Como Deusa, Caíssa a Fada foi entronizada.
[1] Caíssa é a Deusa grega protetora do jogo de xadrez. Esta Deusa é reverenciada num poema em inglês arcaico de autoria de Sir William Jones em 1763. A base de inspiração está na narrativa mitológica segundo a qual o Deus da Guerra, Marte, convenceu o Deus dos Esportes a inventar um jogo para distrair o coração de Caíssa para que Ele pudesse conquistar Seu amor. O jogo foi inventado e se chama, hoje, xadrez. Agora, se Marte conseguiu o coração de Caíssa, isso é outra estória... Mas, sou capaz de apostar que ela se apaixonou pelo jogo! [2] Confira o original: “A lovely Dryad ranged the Thracian wild./ Her air enchanting, and her aspect mild:/ To chase the hounding hart wal all her joy,/ Adverse from hymen and the Cyprian boy:/ O’ er hill and valleys was her beauty fam’d, / And fay Caissa was the damsel nam’d.”
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